Festival da Juventude mobiliza 27 mil e transforma UFMS em palco jovem
- 16 de abr.
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por Danielly Carvalho (site Capital do Pantanal)

Em três dias de intensa programação, o Festival da Juventude 2026 tomou conta da UFMS e atraiu 27.505 participantes entre público presencial e online. De 26 a 28 de março, o campus virou ponto de encontro de diferentes expressões artísticas, com atividades que cruzaram música, teatro, dança, cinema, literatura, circo, tecnologia e cultura urbana, tudo com acesso gratuito e foco na produção jovem.
Mais do que uma agenda de atrações, o evento evidenciou uma geração que produz conteúdo, ocupa espaços e constrói suas próprias narrativas a partir da arte, da crítica e da vivência coletiva.
A edição contou com nomes de projeção nacional e regional. Entre os destaques, Ney Matogrosso abriu o festival ao receber o título de Doutor Honoris Causa e protagonizar uma palestra-show. No encerramento, Chico Chico subiu ao palco com o espetáculo “Let It Burn – Deixa Arder”. Também participaram debates e encontros nomes como Maria Homem e Geni Nuñez, além de artistas como Karla Coronel, MC Anarandá, MC Miliano, Serena MC, Orquestra Indígena, Samba do Caramelo, Grupo Sobrevento, Teatro Imaginário Maracangalha, Circo do Mato, Jackeline Mourão e Cia Pisando Alto, entre outros.
Juventude em cena e formação crítica
O festival também funcionou como espaço de aprendizado e troca. Oficinas, rodas de conversa e mesas de debate foram conduzidas por nomes como Shirley Cruz, Joel Pizzini, Monique Malcher e Vinicius Barbosa. Um dos pontos centrais foi o Fórum da Juventude, que reuniu participantes para discutir caminhos e propostas para políticas públicas.
O subsecretário de Políticas Públicas para Juventude de MS, Jessé Fragoso da Cruz, destacou o caráter plural do encontro.
“A importância é justamente reunir essas juventudes em um grande evento. Tínhamos representatividades indígenas, quilombolas, periféricas, entre outras, em um mesmo espaço. Não só para o fórum, mas também para celebrar o que estava acontecendo no festival. Isso cria um ambiente de pertencimento, onde os jovens se sentem à vontade para falar, problematizar e participar”.
Ele reforça que as discussões refletiram diferentes realidades sociais e demandas emergentes.
“Assim como existem vários Brasis dentro do Brasil, existem várias juventudes dentro da juventude sul-mato-grossense. Surgiram propostas importantes sobre empregabilidade, educação e qualificação profissional, mas também com muita força temas como saúde mental, que é um desafio atual, além de meio ambiente, sustentabilidade, cultura e participação social”.
Jessé também aponta que o Fórum ultrapassa o debate e influencia diretamente políticas públicas estaduais.
“Essas contribuições impactam de forma crucial a atualização do Plano Estadual da Juventude. É a partir dessas escutas, realizadas nas diferentes regiões e culminando no festival, que conseguimos construir um plano que não nasce do gabinete, mas daquilo que os jovens realmente apontam como prioridade. É um impacto direto na formação e execução das políticas públicas”.
Público ampliado e alcance digital
Além da presença no campus, o festival teve forte repercussão online. Apenas a abertura oficial e a apresentação de Ney Matogrosso reuniram cerca de 4 mil pessoas ao vivo na transmissão da TV UFMS no YouTube.
Somando atividades presenciais e digitais, como shows, oficinas, concursos, debates e votações, o evento chegou a 27.505 participantes, reforçando sua capacidade de mobilização em múltiplas plataformas.
Legado além do palco
Ao final, o festival deixa como marca um espaço simbólico de criação e pertencimento, onde a juventude não apenas assiste, mas produz e decide. A ocupação da universidade com arte e debate reforça o papel da cultura como ferramenta de formação e construção coletiva de futuro.
*Com informações da assessoria de comunicação.



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